Sobre o amor - Edson Bezerra
Alcançar o céu
Aonde não houver espaço
E dissipar o inferno
No lugar do fogo da morte.
E que este seja o meu lema
E de todos que
Acendem o fogo do amor
Nas trevas dos homens.
À todos que acreditam
No amor incendiado
No mesmo amor que alimenta os corpos
E que em somatório
Afasta a fome das entranhas
Pois o amor é sempre o mesmo
E é ainda o que alimenta a sede da amada
E que ressuscita os feridos
Nos destroços da guerra.
Amor,
Gesto indivisível
Raiz e força a recompor o mundo
E que ele seja meu e teu
E que indivisível
Ele se possa repartir
Entre a minha fala e tua escuta
E que através dele se unam os corpos
E que a vida toda ressuscite
Entre beijos e toques
Na quietude de todas as faltas
Das saciadas e das incompletas,
Pois o amor é isto:
Um somatório das faltas
Na procura de corpos
De bocas que se queiram
E de gestos que se
Rodeiem e se procuram
Na circunferência azulada do mundo
Escrito por -=§wë£=- às 13h04
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